um acorde novo
eu ouço nessa hora
derramado de intenção
em cada nota
aquele lampejo perdido...
veja só quanto bem me fez
a sua cadenciada melodia
fina flor adorna agora a nudez
...e como posso escrever versos
se apenas uma palavra me corteja
e as demais pairam em torno
na espreita do naufrágio certo?...
qual frase compor se apenas um nome
ecoa em meu ser sem qualquer pudor
um alguém que se põe a descoberto
e me lambe, me morde, me beija...
nessa paixão à flor da pele
nenhuma dúvida ou incerteza
mas se interpõe um dilema
o coração pressente, então
que me socorram as demais palavras
para um imediato poema!...
Maria Lucia (Centelha)
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Insinuam-se deliciosas oferendas
nessa taça rubra
que me ofereces aos lábios:
teu corpo, prazeres, luxúria....êxtase
nela borbulha a alma do vinho
cúmplice da tua
mas escapa-me ao toque da língua
a essência
a vida intensa
que adivinho
retida em envelhecida ânfora
dá-me o hoje, o agora
por fugaz momento
porém, recusa-se a embriagar-me
do primitivo segredo
para simplesmente manter inalterado
o teu inacessível vinhedo...
Maria Lucia (Centelha )
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transponho
os dias em meu tempo
não importa o sol que me fustiga
carrego sombras na bagagem
por que da luz, ainda, sou mendiga.
invento para
a boca um sorriso
pra disfarçar a dor que me lapida
improviso um pouco de juízo
não tenho ideia do que seja o paraíso.
estreita a
via até a outra margem
semeio trigo e estrela pra colheita
com palavras, que por certo, espargem
centelhas da Fonte de que fui feita !
Maria Lucia (Centelha)
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Fosse esse um poema de amor
teria as palavras sussurradas por ti
eco do teu jeito de ser
poesia do teu pensar...
... e os teus olhos um rio
se juntaria aos meus
correnteza do nosso olhar
nas profundezas do amar...
... as tuas mãos o cinzel
pra mais bela escultura
esculpirias em meu corpo, delícias
para a mais louca aventura...
... a tua boca taça de cristal
conterias o bom vinho envelhecido em tonéis
para entorna-lo em minha língua
sedenta de amor...
se esse alguém que me sinaliza
for aquele a quem tanto espero
que entre nós, o amor aconteça
até não mais saber onde um termina
e outro começa!
Maria Lucia (Centelha)
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a cantoria de um riozinho
a dobrar e a desdobrar
entre pedras e seixos
em meio à mata verdejante
definitivamente
não tenho...
empréstimo ou furto a florescência
no olhar eu retenho
na hora da dor
me impede o surto....
Agora o ímpeto
que na escrita se recorta em versos
eu disponho
é o amor que permeia
meus sopros.
Maria Lucia (Centelha)
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Quem vê o seu riso fácil
escândalo a lhe emoldurar a face
não sabe da pérola parida
incrustada na pele de dentro.
Haja acuidade pra essa dor invisível
que pacífica os bichos da alma
com doce piedade.
Maria Lucia (Centelha)
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